Ambiental

Fertilizantes orgânicos: o que são, seus tipos e como são feitos

Uma forma mais sustentável de adubar a terra: os fertilizantes organicos têm diferentes tipos e características. Saiba mais a seguir.

Por: Times de Etanol, Açúcar e Bioenergia e Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Raízen Data: 05/08/2022 Tempo de leitura: 11 Minutos

No mundo da agricultura, diferentes técnicas são utilizadas para garantir a otimização do solo e do plantio, como é o caso dos fertilizantes organicos. Esses compostos fornecem nutrientes à terra, certificando que as plantas possam germinar e crescer da melhor forma possível antes da colheita.

Para entender mais sobre o que são fertilizantes orgânicos, suas características, usos e tipos, bem como sua relevância para a agricultura e as técnicas utilizadas, acompanhe nosso texto.


O que são fertilizantes organicos

Como o próprio nome indica, fertilizantes organicos são todos aqueles gerados a partir de matéria orgânica e natural. De folhas de árvores, restos de alimentos ao esterco de animais, esse tipo de fertilizante resulta de diversas fontes vegetais e animais, e sua produção normalmente é feita utilizando técnicas como a compostagem.


Qual é a função dos fertilizantes organicos

Fertilizantes, em geral, são substâncias utilizadas para nutrir o solo (e consequentemente, as plantas que estão ali). Esses produtos ajudam a dar “força” para a terra, de forma que ela não fique empobrecida por conta da troca de nutrientes com a planta. Essa, por sua vez, consegue receber todo o alimento necessário (macro e micronutrientes) para crescer da melhor forma possível.

O uso correto de fertilizantes, então, tende a produzir colheitas melhores. Quando o assunto é fertilizantes organicos, a função é a mesma.


Vantagens dos fertilizantes organicos

Apesar de terem a mesma função que outros compostos, utilizar fertilizantes organicos resulta em algumas vantagens para o solo e para as plantas que estão se beneficiando dos nutrientes.

Por serem feitos de matéria orgânica e biológica, os fertilizantes orgânicos aumentam a capacidade de retenção de água do solo, mantendo a terra úmida por mais tempo. Além disso, há um aumento na produtividade do solo, que recebe nutrientes variados e de diferentes fontes (restos de alimentos, folhagens etc.): essa pluralidade, por si só, proporciona uma nutrição mais diversa para o plantio.

No caso dos fertilizantes convencionais, de fontes minerais, a concentração de nutrientes é maior, mas não há multiplicidade no composto. Com o tempo, o solo tende a se desgastar por excesso de alguns nutrientes e falta de outros. Para combater isso, é necessário utilizar esses fertilizantes cada vez mais frequentemente (e em maiores quantidades).

Já o fertilizante organico tende a proporcionar maior variedade nutricional, mesmo que em menor quantidade e concentração do que os compostos inorganicos tradicionais. Isso aumenta a qualidade da plantação e a produtividade da terra utilizada: o solo fica saudável por mais tempo, e isso reflete na colheita.


Alimentos plantados com fertilizantes organicos são melhores?

A utilização de fertilizantes organicos (feitos com compostagens de esterco, pó de osso, restos de alimentos etc.), permite que os alimentos plantados se desenvolvam sem agrotóxicos.

A troca de nutrientes ocorre de forma mais natural, sem a presença de produtos artificiais. Isso faz com que o plantio cresça livre de substâncias químicas extras, que normalmente deixam o alimento menos nutritivo e saboroso.


Quais são os benefícios dos fertilizantes organicos ao ambiente

Um dos maiores benefícios do uso de fertilizantes orgânicos é o aumento da biodiversidade do solo. Como mencionado anteriormente, o uso de matéria orgânica variada nos compostos proporciona maior diversidade de nutrientes presentes no fertilizante.

Mas não são apenas nutrientes que aparecem nesses compostos: por se tratar de um composto feito com produtos “vivos” (ou seja, naturais), a presença e o desenvolvimento de micro-organismos na compostagem também fazem parte do pacote. A liberação de gases pelos fertilizantes organicos alimenta fungos e bactérias que digerem a matéria orgânica.

Esse processo resulta em uma forma mais simples dos produtos presentes no fertilizante, tornando mais fácil a absorção de seus nutrientes pelas plantas ali se beneficiando do composto. Isso acaba por melhorar as propriedades do solo, que se torna mais fértil e rico em nutrientes.

Fertilizantes orgânicos também não causam riscos ambientais, enquanto os inorgânicos podem alterar a composição química da terra. Além disso, tendem a ser uma alternativa mais sustentável, já que a produção desses adubos proporciona outro fim para matérias orgânicas que seriam descartadas: a compostagem pode utilizar de restos de alimentos a lixo e esgoto.


Como os fertilizantes organicos são feitos

Esse composto se origina a partir de matéria de origem vegetal e animal e é produzido por meio da compostagem. Esse processo envolve a digestão (fermentação) dos produtos utilizados por micro-organismos, decomposição e maturação da massa que forma o fertilizante. É um processo natural e que não envolve químicos artificiais.


Quais são as diferenças dos fertilizantes organicos para os fertilizantes tradicionais

As principais diferenças entre os fertilizantes organicos e tradicionais estão em suas respectivas composições. Se o primeiro é natural, o segundo não.

Os fertilizantes tradicionais são adubos que resultam do petróleo ou da extração de minérios. Eles são mais precisos do que o orgânico, já que apresentam composição química por conta da matéria-prima utilizada.

Fertilizantes orgânicos são absorvidos pelas plantas mais lentamente do que fertilizantes convencionais, justamente por conta da ausência de químicos que aceleram o processo. O resultado demora mais, mas acaba por ser menos agressivo com o solo, que se desgasta e pode se tornar menos produtivo com o uso de inorgânicos.


Tipos de fertilizantes organicos

O conceito de fertilizantes orgânicos engloba diferentes tipos de compostos naturais, desenvolvidos de formas diferentes. Alguns deles são:

  • Fertilizantes organicos simples
    Os fertilizantes organicos simples são aqueles compostos por matérias vegetais ou animais, separadamente, gerando uma única massa para adubação. Exemplo: esterco (fertilizante organico animal) ou alimentos e folhas (fertilizante organico vegetal).

  • Fertilizantes organicos mistos
    Os fertilizantes orgânicos mistos são obtidos a partir da mistura entre dois ou mais adubos organicos simples. Exemplo: um fertilizante feito com lixo orgânico, como restos de alimentos, e outro com esterco, de forma que os nutrientes dos dois compostos sejam misturados e aproveitados ao máximo.

  • Fertilizantes organicos de minhocas (vermicomposto ou húmus de minhoca)
    Esses fertilizantes organicos se originam da digestão da matéria orgânica por minhocas no solo. Além disso, as minhocas acabam por transitar pelo composto, gerando túneis que facilitam a retenção de água na terra. Exemplo: fertilizante de restos vegetais é digerido por minhocas, gerando o vermicomposto.

  • Fertilizantes organominerais
    Como o nome indica, fertilizantes organominerais mesclam matéria orgânica e inorgânica em um só adubo. Exemplo: um fertilizante desenvolvido a partir de esterco, folhas e minerais extraídos, gerando um organomineral.

  • Fertilizantes organicos de lodo de esgoto ou de lixo
    Resultantes do tratamento de esgoto ou de lixo orgânico, esses fertilizantes são criados com a separação correta e a compostagem desses dejetos. O lixo orgânico é separado do restante do lixo e colocado em uma composteira. Já o esgoto sanitário, quando tratado corretamente, gera um fertilizante que pode ser utilizado com segurança. Exemplo: o lodo de esgoto passa por uma série de processos de higienização, redução e compostagem, tornando-se adubo.


Fertilizantes organicos da Raízen

Na Raízen, os fertilizantes organicos têm conquistado cada vez mais espaço nas áreas de cultivo, sendo uma escolha mais sustentável e que agride menos o meio ambiente. O uso desses compostos diminui o número de resíduos da produção de açúcar e de combustível descartados no meio ambiente. Isso porque, ao invés de serem jogados fora, os restos são reaproveitados para a criação dos fertilizantes: pensando nisso, a utilização de adubos orgânicos tem sido ampliada nos canaviais de cana-de-açúcar da companhia.

Essa lógica segue o modelo de economia circular: os produtos de hoje são os recursos do amanhã. O processo de destilação do caldo da cana, uma das etapas de produção feitas pela Raízen, gera a vinhaça e a torta de filtro, resíduos que seriam descartados. Juntos às cinzas provenientes da queima do bagaço, esses recursos aparentemente sem uso útil são reaproveitados.

Os subprodutos são transformados em fertilizantes organicos, já aplicados em mais de 60% das áreas de cultivo e com previsão para que os números se aproximem de 100% nas próximas safras. Ao usar esse tipo de composto, a Raízen se torna menos dependente de fertilizantes convencionais, garantindo mais produtividade com um menor impacto ambiental.



Assim como os fertilizantes orgânicos são alternativas mais sustentáveis, a energia solar é uma fonte de energia limpa e renovável. Saiba mais sobre seu funcionamento aqui.

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Para garantir a energia que move o mundo, temos um ecossistema integrado e
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